São mais de 500 anos e elas continuam atuando para refrear mudanças estruturais na sociedade brasileira, pois contribuem no máximo para uma modernização conservadora, que mantém os privilégios dos antigos donos das senzalas e agora dos financistas e rentistas patrocinadores dos governos.
Diante a herança do atraso e a escassez vacina contra a COVID-19, tornando-a o bem mais escasso e valioso nesse momento, mais até que os votos dos eleitores, todas as manobras políticas serão realizadas pelos mandões (prefeitos, governadores, presidente; além dos membros da casa grande do nosso país) para terem acesso a vacina antes dos mais vulneráveis e subalternos, os que mais precisam.
Assim, da mesma forma que os recursos públicos escassos são usados clientelisticamente para beneficiar os agrupamentos políticos dos mandões, a vacina será usada para salvar a vida dos familiares e aliados políticos dos mesmos.
Portanto, utilizar a vacina em benefício dos mandões, isto é, da elite dominante nas esferas federal, estadual e municipal não é surpresa, mas sim prática cotidiana na política brasileira, uma prática repulsiva, criminosa e que atenta contra os direitos humanos.
Para barrar a reprodução do atraso, temos que refundar a política brasileira. E para tanto é necessária uma revolução que implique no fenecimento do Estado e na mudança no modo de produção.
* Por Osmar Alencar Jr. - Doutor em Políticas Públicas - Professor do DCEQ-UFDPar e do PGPP-UFPI - Coordenador do Observatório do Fundo Público.

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