segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Defeso do caranguejo-uçá começa domingo (18) e reforça proteção dos manguezais do Piauí

Estão previstos seis períodos entre janeiro e abril, seguindo o ciclo biológico da espécie

defeso do caranguejo-uçá tem início neste domingo (18) no Piauí e marca um período estratégico para a preservação dos manguezais e da reprodução da espécie ao longo de 2026. A medida, definida por decreto do Governo Federal, será aplicada em todo o estado com foco na proteção ambiental e na sustentabilidade da atividade extrativista no litoral piauiense.

Durante o defeso, ficam proibidas a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização do caranguejo-uçá. Ao todo, estão previstos seis períodos entre janeiro e abril, seguindo o ciclo biológico da espécie. No Piauí, as restrições ocorrem de 18 a 23 de janeiro; de 1º a 6 de fevereiro; de 17 a 22 de fevereiro; de 3 a 8 de março; de 18 a 23 de março; e de 17 a 22 de abril de 2026, caso a temporada reprodutiva se estenda.

A proibição coincide com a chamada “andada reprodutiva”, fase em que os caranguejos deixam as tocas para o acasalamento e a liberação de ovos. Esse momento é essencial para a renovação dos estoques naturais e para a manutenção da espécie nos manguezais do estado.

Para o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Feliphe Araújo, o respeito ao defeso é fundamental para conciliar preservação ambiental e geração de renda. “Respeitar o defeso é garantir a preservação do caranguejo-uçá e a continuidade do sustento das comunidades que dependem dessa atividade, sempre de forma equilibrada e sustentável”, afirmou.

A portaria também estabelece que comerciantes e beneficiadores devem apresentar ao Ibama a Declaração de Estoque antes do início de cada período de defeso. A comercialização só será permitida, de forma excepcional, para produtos devidamente regularizados.

Segundo o gerente de Fiscalização da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Renato Nogueira, o cumprimento da norma será rigorosamente monitorado. “O desrespeito ao defeso configura crime ambiental. A fiscalização será intensificada e todo caranguejo apreendido vivo será devolvido ao seu habitat natural”, destacou.

A nova norma revoga a regulamentação anterior e entra em vigor a partir de sua publicação, reforçando o compromisso com a proteção dos manguezais e com o futuro da atividade extrativista no Piauí.

* Fonte: Governo do Estado

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Temporada 2026 de desova de tartarugas marinhas já registra cerca de 20 ninhos no litoral

 

Mesmo diante de algumas dificuldades registradas nas praias de desova de tartarugas marinhas, o ano de 2026 iniciou com resultados positivos. Desde o começo da temporada, em dezembro de 2025, novos ninhos vêm sendo identificados, e o número já se aproxima de 20 ninhos registrados até o momento.

Os monitoramentos acontecem diariamente e são realizados pela equipe do Projeto Tartarugas do Delta, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, com apoio da APA Delta do Parnaíba e Eólica Pedra do Sal.

A identificação dos ninhos é feita por meio da observação de rastros das tartarugas, flagrantes do momento da desova ou relatos de pessoas que presenciam esses eventos nas praias.

“Contamos com a ajuda de várias pessoas nesse processo, como donos de bares e restaurantes, pescadores e frequentadores das praias. É fundamental que entrem em contato com o Projeto caso flagrem uma tartaruga ou percebam algum rastro, para que nossa equipe possa realizar a identificação e acompanhar adequadamente o desenvolvimento dos ninhos”, destacou Werlanne Magalhães, coordenadora do Projeto Tartarugas do Delta.

Para garantir a conservação ambiental eficaz das praias de desova de tartarugas marinhas, é essencial a adoção de medidas que reduzam os impactos humanos diretos e indiretos. Entre as ações mais importantes estão o controle da poluição luminosa, a gestão adequada dos resíduos sólidos e a restrição do tráfego de veículos na faixa de areia.

Para comunicar ocorrências, ligue para (86) 9 9968-0197.

*Fonte: jornaldaparnaiba.com

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