segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Escola do Mar é inaugurada com presença do governador em Luís Correia

 Foto: CCOM

O governador Rafael Fonteles e o secretário de Educação, Washington Bandeira, inauguraram neste sábado (19), Dia do Piauí, a Escola do Mar, em Luís Correia. A escola de tempo integral é vocacionada para prover oportunidades para a juventude do município, principalmente com a operacionalização do Porto Piauí. A obra da unidade de ensino teve um investimento de R$ 6.870.560,61.

Fonteles explica que a escola é de grande representatividade para aspectos econômicos e educacionais.

"Este é um patrimônio do povo do Piauí, que vai servir a todos os piauienses. E é claro que tinha que estar concentrado aqui em Luís Correia, que é o município que tem o nosso Porto, que estará, em breve, entrando em fase operacional e uma série de oportunidades vão surgir. Muitas profissões que vão estar nesta cadeia produtiva ligada ao porto, especialmente na cadeia produtiva do pescado, terão, portanto, um espaço adequado com laboratórios especializados para essa capacitação na área da economia do mar", explica o governador.

Foto: CCOM

Washington Bandeira afirma que a Escola do Mar ofertará diversos cursos voltados para a economia do mar. “A Escola do Mar foi transformada em tempo integral na nossa gestão e ganha agora essa estrutura grandiosa para formar profissionais qualificados para atuarem em todas as atividades do Porto Piauí, o Porto de Luís Correia. Então, aqui nós teremos cursos técnicos de pesca, de porto, de transporte aquaviário, biologística, controle ambiental, segurança do trabalho e vamos formar esses jovens para o presente e para o futuro do Piauí", acrescenta.

Além dos cursos técnicos em Pesca (ênfase em pescados), Segurança do Trabalho e Logística, a Escola do Mar do Piauí vai oferecer o curso técnico em Transporte Aquaviário, que visa formar profissionais voltados para a operação de embarcações, navegação segura, manutenção de sistemas de transporte marítimo e gestão de transportes aquáticos.

Os alunos estão satisfeitos com a nova infraestrutura da escola. Maílson de Araujo Lopes é um deles. "Estou aqui desde o primeiro ano, desde quando era a escola antiga, e essa nova reforma é muito importante. Temos novos recursos, novos laboratórios, novas salas, vários cursos. E esses cursos podem trazer grande progresso para os  alunos”, considera o estudante.

Já Flávia Garcez, que também estuda na Escola do Mar, conta que o principal ponto são as oportunidades que surgem com a nova escola. “Esta escola traz uma grande relevância para nós que moramos no litoral piauiense, dando muitas oportunidades de emprego para as pessoas que moram aqui e também com uma ótima qualidade de ensino. Assim podemos avançar cada vez mais com o que aprendemos aqui", aponta.

Foto: CCOM

Investimentos

A obra da Escola do Mar teve um investimento de R$ 6.870.560,61, sendo R$ 3.502.521,64 aplicados na obra de requalificação e mais R$ 1.114.348,97 em materiais e equipamentos. Também foram investidos R$ 1.903.690,00 na aquisição de um simulador de navegação e operações aquaviárias, além de uma embarcação para oficina de práticas náuticas e pesqueiras no valor de R$ 350.000,00.

A unidade de ensino, que possui espaços totalmente modernizados e climatizados, conta ainda com laboratório de tecnologia de processamento de pescado, laboratório de avaliação da qualidade do pescado, sala de acompanhamento de manobras e debriefing, além dos espaços regulares que são importantes para o desenvolvimento do modelo de Tempo Integral.

*Fonte: cidadeverde.com

Nova ressaca do mar causa prejuízos a bares e restaurantes no litoral do Piauí

Uma nova ressaca do mar voltou a atingir as praias de Maramar e Macapá, em Luís Correia, no litoral do Piauí, nesta quinta-feira (17.10). Em Maramar, as ondas gigantes fizeram a água chegar até a rua de acesso à praia e causaram grandes prejuízos. Bares e restaurantes foram severamente danificados.

Os estabelecimentos mais afetados foram os bares e restaurantes de “Chiquinho”, “Paulo” e “Neguinho do Caranguejo“. A água do mar chegou até a rua de calçamento em frente às barracas.

Bar do “Paulo” foi um dos mais atingidos 

Água do mar chegou à rua de acesso aos bares em Maramar 

No povoado de Macapá, o bar e restaurante do “Matéia” ficou isolado, com o proprietário, José de Arimatéia Lopes da Cruz, de 62 anos, temendo que a maré suba ainda mais, deixando o local completamente submerso.

Essa é a segunda ressaca em menos de 30 dias. No dia 20 de setembro, o fenômeno já havia causado estragos, atingindo pelo menos 13 bares e restaurantes nas praias de Maramar e Macapá, com os maiores danos também registrados em Maramar.

O “Matéia” é o bar dele ficaram dentro da água

Segundo a previsão, as ondas gigantes devem continuar nesta sexta-feira (18) e sábado (19), com expectativa de mar mais calmo somente no domingo (20). As rajadas de vento intensas, comuns nesta época do ano, são características da região, favorecendo esportes como o kitesurf, mas também contribuem para a instabilidade marítima.

 Osvaldo Sousa, de 68 anos, dono de um dos restaurantes mais atingidos, afirma que não há muito o que fazer a não ser aceitar o prejuízo. Ele é um dos que não conseguiu reabrir após a destruição quase total de seu estabelecimento. Como muitos outros comerciantes da área, Osvaldo reclama da falta de assistência do poder público.

Em setembro, após a primeira ressaca, a prefeita de Luís Correia, Maninha Fontenele (PT), enviou uma equipe para avaliar os danos e prometer ajuda, mas até agora nada foi feito. Osvaldo, que é aposentado, apela por apoio do governo, ressaltando o medo de que o mar invada também as casas de veraneio localizadas nas proximidades da praia.

Fenômeno e mudanças climáticas 

A ressaca do mar é um fenômeno natural causado pela instabilidade atmosférica, muitas vezes associada à passagem de frentes frias ou ciclones. Também está ligada às variações das marés e às fases da lua, resultando em ondas de grande amplitude, que podem gerar danos significativos em áreas costeiras. Além de prejudicar a infraestrutura, a ressaca contribui para a erosão e desestabilização do litoral.

Com as mudanças climáticas, esses fenômenos vêm se tornando mais frequentes, afetando de forma severa comunidades litorâneas, como as de Maramar e Macapá. O aumento da temperatura global e o derretimento das calotas polares impactam diretamente no nível do mar, agravando as ressacas e outros eventos extremos. (

* Fonte:Piauihoje.com/Luiz Brandão

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Porto Piauí anuncia desapropriação de área próxima ao Terminal Pesqueiro de Luís Correia

Objetivo da medida é melhorar as rotas de cargas e o acesso ao Complexo Portuário, garantindo a continuidade e a expansão das atividades portuárias.

Porto Piauí - Foto: Junior Santos/ Lupa1

Porto Piauí – Foto: Junior Santos/ Lupa1

A Companhia Porto Piauí divulgou uma nota oficial anunciando o início do processo de desapropriação da área próxima ao Terminal Pesqueiro de Luís Correia-PI, conhecida como “área secundária” (imagem 1). A desapropriação foi estabelecida pelo decreto estadual n° 23.256, de 22 de agosto de 2024, que declarou essa área como de utilidade pública. O objetivo da medida é melhorar as rotas de cargas e o acesso ao Complexo Portuário, garantindo a continuidade e a expansão das atividades portuárias.

A nota assegura que os proprietários e a comunidade local estão sendo informados sobre os procedimentos e o cronograma da desapropriação. A Companhia Porto Piauí já iniciou o diálogo com os moradores das áreas afetadas, realizando reuniões presenciais em setembro, na Colônia de Pescadores Z1 e na Escola do Mar, em Luís Correia, além de manter uma comunicação contínua por meio de um grupo de WhatsApp com 119 participantes, onde são passadas orientações sobre as etapas do processo.

O processo será conduzido pela Secretaria da Administração (Sead), que garantirá o cumprimento de todas as exigências legais. As etapas incluem:

– Avaliação técnica e de mercado dos imóveis

– Reuniões com os proprietários para apresentar os resultados das avaliações

– Mediação por uma câmara de arbitragem, com a participação de procuradores do Estado, advogados das partes e representantes do Ministério Público

– Pagamento da indenização justa e acordada

– Desocupação das unidades em até 30 dias após o pagamento da indenização

A primeira fase da desapropriação está prevista para começar ainda este ano (imagem 2), afetando residências em frente à Avenida Teresina, próximas ao terminal pesqueiro, e nas quadras adjacentes. Não há, por enquanto, previsão para o início do processo em outras áreas.

A Companhia Porto Piauí continua mediando o diálogo com a comunidade e está disponível para prestar mais esclarecimentos. 

(Anna Flávia)

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Governo avança no complexo portuário de Luis Correia com R$ 500 milhões do governo federal

 Nesta semana, o governo de Rafael Fonteles deu um passo importante rumo à conclusão do complexo portuário de Luis Correia.

Na quarta-feira, durante uma solenidade virtual, o governo celebrou um contrato com o Ministério dos Portos, com a presença do ministro Silvio Costa, que prevê a liberação de R$ 543 milhões para a construção de um terminal de uso privado. Com a finalização do complexo, estima-se um incremento de R$ 300 milhões na arrecadação estadual, tornando realidade um sonho de longa data.

*Fonte: Silas Freire

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Documentário apresenta o protagonismo e a influência indígena no Litoral do Piauí

Com estreia prevista para o final de 2024, o média-metragem documental dirigido pelo cineasta parnaibano, Chico Rasta, traz fatos históricos, memórias e narrativas que evidenciam a influência e a resistência indígena em Parnaíba, assim como em toda APA Delta.

Parnahyba Indígena: de Mandu Ladino a Pedro Militão é um média-metragem de natureza documental, que evidencia o protagonismo indígena, retrata sua herança cultural e influência na história e na memória da cidade parnaibana e região deltaica. Traz à cena referências, personagens históricos e contemporâneos do protagonismo indígena no litoral do Piauí, por lugares onde anteriormente compreendia o território da Parnahyba, como a Ilha Grande do Piauí, Luís Correia e Parnaíba (região do Delta do Parnaíba no Piauí) e retrata ainda a beleza paisagística da região, a sua rica biodiversidade, que séculos atrás, compreendia o território do povo Tremembé, grandes guerreiros indígenas.

O filme parte do protagonismo histórico do líder indígena Iranhí, Mandu Ladino, que através de seu protagonismo político, conseguiu unir vários povos indígenas no Piauí na chamada ‘Revolta de Mandu Ladino’, para combater os brancos escravistas, o que o tornou uma das mais importantes figuras na história da resistência indígena do Brasil no séc. XVIII.

Aborda rupturas e retomadas de aldeamentos indígenas no território da Parnahyba, bairros se formaram a partir de antigos aldeamentos na então Vila da Parnahyba, a partir de relatos e novos olhares aos registros históricos e orais, feitos por pesquisadores indígenas e não-indígenas, que têm se debruçado sobre estas fontes e se dedicado a recontarem a existência e reconhecer o protagonismo e a influência indígena no litoral do Piauí.

A peça audiovisual apresenta a influência indígena presente na linguagem, na cultura popular e nas tradições, através de diversas lendas, nos aspectos urbanísticos com uma rica trama de ruas, avenidas, bairros e locais públicos como a praça Mandu Ladino, o Quadrilhódromo, onde ocorre o festival de bois e quadrilhas reunindo inúmeros grupos culturais em verdadeiros espetáculos festejando as tradições afro-indígenas em suas vestes, cantos e toadas; na culinária com o beijú e a farinha de mandioca, dentre outros aspectos.

No filme, o protagonismo indígena resiste e avança até a contemporaneidade e traz à cena, a resistência, a luta pelo território e o reconhecimento da identidade indígena, na história e nos relatos de seu Pedro Militão e sua família, remanescentes indígenas, sobreviventes no estado que violentamente mais atuou para apagar a existência dos povos indígenas em seu território. Residentes no povoado Saquim, no Delta do Parnaíba, vivendo isolados, travaram incansáveis lutas pelo seu território e sua identidade, contra a apagamento, a especulação imobiliária e o contra o crescimento desenfreado dos gigantescos complexos eólicos, seu Militão é um verdadeiro guardião, pois em suas terras encontra-se um santuário da biodiversidade e para a ciência, local onde é encontrada a menor e mais rara  espécie de tamanduá do mundo, o tamanduaí (Cyclopes didactylus), que anteriormente só era registrada amplamente na Amazônia.

O media-metragem Parnahyba Indígena: de Mandu Ladino a Pedro Militão conta com recursos da Lei Paulo Gustavo, aprovado através de edital realizado pela Superintendência de Cultura da Prefeitura de Parnaíba.

SOBRE O DIRETOR – CHICO RASTA

Chico Rasta é cineasta, jornalista e fotógrafo cinematográfico, filiado à Associação Brasileira de Cinematografia. Co-dirigiu e fotografou a série ficcional de dez episódios Jenipapo – A Fronteira da Independência. Dirigiu o Doc Futura Mimbó exibido e premiado em diversos festivais nacionais e internacionais. Dirigiu e fotografou videoclipe D’Áfrika – Preto Tipuá, Canções de Redenção – Alma Roots, Em Busca da Luz – Mentalize, dentre outros.

SOBRE A PRODUTORA – BAOBÁ AUDIOVISUAL

É uma produtora audiovisual brasileira independente, registrada na ancine com nº 52982 nascida e criada no Piauí, com sede em Parnaíba. Afiliada da API – Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro, especialista em produções conservacionistas, contra-coloniais e afropindorâmicas.

Histórias que exaltem a grandeza dos povos originários, comunidades tradicionais, quilombolas e artistas populares autorais nos interessam contar.

Parnahyba Indígena: de Mandu Ladino a Pedro Militão é um projeto selecionado na chamada pública cultural da Lei Paulo Gustavo em 2024, da Superintendência da Cultura da Prefeitura de Parnaíba.

Fonte: geleiatotal.com.br

Litoral do Piauí lidera ranking brasileiro de poluição por plástico

 Mesmo sendo os estados com as menores faixas litorâneas do país, o Piauí e o Paraná não fogem de um problema global: a poluição por plásticos em suas águas oceânicas. Os dois Estados lideram o ranking de microplásticos, apresentando média de 10 fragmentos por metro quadrado, o dobro da média nacional. 

Microplásticos em praia

Praias do Piauí sofrem com poluição por microplásticos

Estudo

O dado está em um estudo inédito da Sea Shepherd Brasil, organização de conservação marinha, em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP). Foram analisadas amostras de água de 306 praias de todo o litoral brasileiro.
Segundo a Sea Shepherd, o estudo é o de maior abrangência já feito no País sobre perfil do lixo marinho na costa brasileira. A informação está em O Estado de São Paulo.

*Fonte: (Portalaz)

Projeto Vivo Kitesurf promove dignidade social e forma campeões no litoral do Piauí

  Poste Projeto Vivo Kitesurf na praia de Barra Grande | Reprodução/ TV Meio Norte Há cerca de 14 anos, um projeto social leva oportunidades...